Por que fazer o Teste do
Pezinho?
É muito importante para a saúde do seu filho fazer o
Teste do Pezinho, que pode detectar diversos tipos de doenças
prejudiciais ao crescimento e ao desenvolvimento físico e mental
do bebê.
Com esse teste, você terá um diagnóstico precoce,
e, assim, poderá tomar as medidas adequadas para evitar consequências
sérias que só aparecem depois de meses de vida, quando
já não podem mais ser evitadas.
Quando fazer o Teste do Pezinho?
Deve ser colhido à partir do terceiro dia de vida
e, após este, o mais breve possível, já que
os bebês podem não apresentar, nos primeiros meses
de vida, os sintomas das doenças detectadas pelo Teste do
Pezinho.
Quais as principais doenças detectadas pelo Teste
do Pezinho?
Fenilcetonúria (PKU)
De origem genética, essa doença se caracteriza pela
impossibilidade da criança processar um dos componentes das
proteínas, o aminoácido fenilanina, que assim se acumula
no seu organismo. Se não for logo diagnosticada, a doença
pode causar graves e progressivos danos ao cérebro da criança.
O tratamento é feito com dieta restrita em fenilalanina.
Aminoácidopatias
É uma doença que impossibilita o organismo digerir
um aminoácido específico. O tratamento, com dietas
específicas para cada tipo de aminoácido, evita que
a doença tenha repercussão no desenvolvimento neurológico
da criança.
Hipotiroidismo Congênito (HC)
Essa doença é causada pela deficiência ou ausência
na produção dos hormônios da glândula
tiróide, geralmente devido a um defeito na formação
desta glândula. Sem tratamento pode causar baixa estatura
e baixo peso, além de diferentes níveis de retardo
mental. O tratamento é feito com a reposição
do hormônio tireoidiano.
Hiperplasia Adrenal Congênita
Trata-se de um defeito enzimático na glândula supra-renal,
de transmissão genética, existindo formas clássicas
e não clássicas da doença, com ou sem perda
de sal. Na forma clássica, ocorre a produção
de hormônios masculinos em grande quantidade ainda na vida
intra-uterina, causando diferentes graus de masculinização
da genitália no sexo feminino.
Em ambos os sexos, nesta forma, podem ocorrer crises de desidratação
grave. Leva também a um crescimento acelerado com maturação
óssea precoce. O tratamento é feito com o uso de medicamentos
que ajudam a controlar o excesso de hormônios masculinos e
a pressão arterial.
Fibrose Cística
Doença genética que pode se apresentar com quadros
clínicos de diferentes gravidades. Nos casos mais graves,
devido ao acúmulo de muco nos pulmões, ocorrem infecções
graves e repetidas neste órgão. O muco também
pode se acumular no pâncreas, dificultando a excreção
de enzimas digestivas, alterando a absorção de gorduras
e proteínas. Estas alterações levam a um quadro
de desnutrição com baixo peso. O diagnóstico
precoce melhora a qualidade de vida e o tempo de sobrevida.
Galactosemia
Os portadores dessa doença possuem níveis elevados
de galactose no sangue, devido a deficiência da enzima que
a converte em glicose. O leite possui galactose e lactose, que não
são metabolizados pela criança, a qual começa
a ter vômitos, diarréia, icterícia, fígado
aumentado, podendo, se não tratada a tempo, levar a retardo
do desenvolvimento físico e neuropsicomotor. O tratamento
consiste na dieta restrita em lactose e galactose.
Deficiência de Biotinidase
Caracteriza-se pela incapacidade do organismo de reter a vitamina
biotina dos alimentos, muito importante para a atividade de várias
enzimas do metabolismo humano. Esta deficiência pode levar
a problemas auditivos, convulsões, dermatite, atraso no desenvolvimento,
até retardo mental. O tratamento consiste na suplementação
oral de biotina.
Hemoglobinopatias
Doenças genéticas resultantes de anormalidades na
estrutura ou na produção da hemoglobina (molécula
presente nos glóbulos vermelhos e responsável pelo
transporte de oxigênio para os tecidos), que provocam anemia
já na infância, atraso de crescimento e infecção
de repetição.
Deficiência da MCAD
É uma doença genética que apresenta uma maior
incidência em descendentes de brancos do norte europeu. Esta
deficiência em situações que provoquem uma hiperglicemia
pode levar à convulsões, parada cardíaca e
respiratória. Possivelmente a deficiência da MCAD pode
ser responsável por cerca de 1% dos casos de morte súbita
infantil.
Hemoglobina G6PD
A glicose - 6 - fosfato desidrogenase é uma enzima dos glóbulos
vermelhos importante na proteção da hemoglobina contra
agentes oxidantes.
Inúmeras mutações genéticas resultam
em deficiência da G6PD , o que pode causar anemia hemolítica
ou icterícia neo natal. A identificação da
deficiência permite a orientação materna em
relação aos fatores de risco para evento hemolítico.
Toxoplasmose Congênita
A toxoplasmose é uma doença infecciosa causada pelo
parasita Toxoplasma gondii. Normalmente é uma doença
benigna em adultos, porém pode atingir o feto quando a mulher
é infectada durante a gravidez, causando a toxoplasmose congênita.
As manifestações nos recém–nascidos podem
variar dependendo do período de gravidez em que ocorreu a
infecção materna, sendo que nas formas mais graves
pode provocar sintomas como retardo mental e cegueira. Alguns recém-nascidos
infectados não apresentam sintomas, porém podem desenvolver
complicações da doença mais tarde.
Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA)
A síndrome de imunodeficiência adquirida é causada
pelo vírus HIV que é transmitido por via sexual ou
pelo contato com sangue contaminado através de transfusão
ou uso de seringas e agulhas contaminadas. A mulher grávida
infectada pode transmitir o HIV para o feto através da passagem
pela placenta, durante o parto ou para o recém-nascido através
da amamentação, causando a sida congênita. Devido
aos anticorpos da mãe passarem para o feto, um resultado
do exame positivo não caracteriza a infecção
do recém-nascido, sendo necessários outros testes
para confirmar a presença da doença.
Citomegalovirose congênita
A infecção pelo citomegalovírus é considerada
a causa mais comum de infecção congênita. A
infecção do feto pode ocorrer devido à passagem
do vírus pela placenta durante a infecção primária
da mulher grávida e menos raramente durante a reativação
da doença durante a gravidez. Pode também haver infecção
do recém-nascido durante o parto ou pelo aleitamento materno.
O recém-nascido pode não apresentar sintomas, porém
pode desenvolver problemas neurológicos e visuais mais tarde.
Os vários sintomas da doença podem incluir encefalite,
alterações hematológicas e surdez.
Rubéola congênita
A infecção pelo vírus da rubéola durante
a gravidez pode levar infecção do feto causando a
rubéola congênita. As formas mais graves da doença
podem ocorrer quando a infecção se dá no início
da gravidez, no primeiro trimestre, mesmo que a mãe apresente
poucos sintomas. A infecção fetal pode levar a diferentes
sintomas, entre eles o aborto, defeitos cardíacos, deficiência
auditiva, catarata e alterações do sistema nervoso.
Doença de Chagas congênita
A doença de Chagas é uma doença parasitaria
transmitida através da picada de um inseto conhecido como
barbeiro. A doença pode ser transmitida também por
transfusão de sangue infectado e da mulher grávida
para o feto através da placenta. A doença crônica
pode se manifestar vários anos após a infecção,
causando principalmente sintomas cardíacos. A doença
de Chagas ocorre principalmente na área rural e tem incidência
alta em alguns estados, entre eles, Minas Gerais, Sergipe, Bahia,
Goiás e Rio Grande do Sul.
Sífilis congênita
A sífilis é uma doença sexualmente transmitida.
Mulheres grávidas com sífilis podem transmitir a infecção
para o feto através da placenta ou para o recém-nascido
durante o parto. A infecção congênita pode levar
ao aborto. O recém-nascido infectado pode nascer sem sintomas,
podendo adoecer vários anos após ou já nascer
com sintomas nos primeiros dias de vida, apresentando entre outras,
alterações na pele, nos ossos e no sistema nervoso.
IMPORTANTE: O Teste do Pezinho é apenas
um teste de triagem. Um resultado alterado não implica em
diagnóstico definitivo de qualquer uma das doenças,
necessitando, de exames confirmatórios.
|